Setor empresarial se preocupa com proposta de teletrabalho da Prefeitura durante obras do BRT

Setor empresarial se preocupa com proposta de teletrabalho da Prefeitura durante obras do BRT

Comerciantes e prestadores de serviço do centro de Cuiabá participaram de uma reunião ampliada promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), na segunda-feira (27/10), para discutir os impactos do Projeto de Lei nº 668/2025, encaminhado pelo prefeito Abílio Brunini à Câmara Municipal. A proposta prevê a adoção do regime de teletrabalho (home office) para servidores da Prefeitura durante a execução das obras do Bus Rapid Transit (BRT), com o objetivo de reduzir o fluxo de veículos na região central.

A Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACCuiabá) esteve presente na reunião, representada pelo diretor Roberto Peron, que reforçou a importância de uma análise técnica antes da tramitação do projeto. Segundo ele, qualquer alteração administrativa que envolva servidores e impacto direto no comércio deve ser avaliada com base em dados concretos.

“É um tema que precisa ser mais estudado. Os números, as projeções e os impactos sobre o comércio e a mobilidade precisam ser apresentados com clareza para que possamos compreender de forma real os efeitos dessa medida”, afirmou Peron.
Além dos representantes das entidades do comércio e empresários, da região central, participaram o secretário municipal de Relações Institucionais com a Câmara, Felipe Corrêa, e o vereador Cel. Dias.

Entre os pontos de dúvida destacam-se a indefinição sobre os perfis de servidores que poderão se enquadrar no teletrabalho, tendo em vista que o gestor de cada área definirá quem estará apto ou não a aderir ao formato, bem como e a estrutura disponível para que os serviços estratégicos sejam feitos em casa. Ainda estão em aberto o prazo de vigência da medida e a mensuração quantitativa dos impactos sobre a população.

Durante o debate, os participantes ressaltaram que a redução da presença física de servidores públicos pode agravar o esvaziamento do centro, já afetado por mudanças no comportamento de consumo e deslocamento de órgãos públicos. Os empresários presentes explicaram que grande parte de sua clientela é formada por servidores municipais e que devem ser sugeridas alternativas para manter o funcionamento presencial.

As observações e sugestões apresentadas ao longo da reunião serão encaminhadas ao prefeito Abilio Brunini pelo secretário Felipe Corrêa, que participou representando o Executivo. Ele afirmou que todas as manifestações do setor produtivo serão relatadas ao gestor municipal.