
O Conselho dos Jovens Empresários da Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (CJE/ACCuiabá) realizou o painel virtual “Mulheres que transformam – mulheres, empreendedorismo e o impacto dos impostos nos negócios e na sociedade”, dentro da programação do Feirão do Imposto 2026.
O encontro foi realizado na terça-feira (26/05) e reuniu contadoras, advogadas tributaristas, representantes de entidades de classe, colaboradoras e empresárias para debater representatividade feminina, os desafios do ambiente empresarial e a importância da conscientização tributária, com foco principal na reforma tributária.
Durante o painel, a vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso (CRC-MT), Lucilene Zanette, destacou a necessidade da reforma tributária no Brasil e afirmou que o debate vem sendo adiado há décadas. “Temos que ter consciência que a reforma está batendo na nossa porta há mais de 30 anos e agora essa porta foi aberta”.
Segundo ela, a Receita Federal tem desempenhado papel importante na orientação de profissionais e da sociedade sobre as mudanças do sistema tributário. “A Receita Federal está sendo uma grande parceira para nos ensinar e abrir a nossa mente para que possamos aprender”, explicou Lucilene.
Segundo a contadora, a reforma deverá trazer mais transparência sobre a tributação das empresas e reduzir desigualdades fiscais entre os estados. “O mesmo imposto que uma empresa de Mato Grosso paga, uma de São Paulo também irá pagar, com alíquotas tabeladas”, pontuou.
Importância feminina nas discussões
Mediadora do evento, a empresária Priscila Candida, integrante do Conselho Jovem da ACCuiabá e atualmente vivendo nos Estados Unidos, trouxe experiências internacionais para a discussão e reforçou a importância da participação feminina no debate tributário.
“O projeto do Feirão do Imposto traz conscientização. Estamos promovendo um debate entre mulheres porque esse ainda é um tema muito masculino, mas as mulheres também precisam entender do assunto. Nas consultorias, vemos que os homens ainda estão à frente quando falamos de imposto”, observou.
Ao comparar os sistemas tributários dos Estados Unidos e do Brasil, Priscila destacou a clareza sobre a cobrança de impostos no país norte-americano. “Aqui é evidente o que pagamos, seja no abastecimento de carros ou nas compras do supermercado. Também existem muitos incentivos e um consumo muito forte de produtos locais, porque fica mais barato sem imposto de importação”, relatou Priscila.
A presidente do Conselho da Mulher Empresária da ACCuiabá (CME/ACCuiabá), Mariza Bazo, enfatizou a necessidade de capacitação das mulheres empresárias diante das mudanças tributárias.
“Temos uma grande quantidade de mulheres na linha de frente dos seus negócios e elas precisam entender essa reforma tributária. Tudo o que é novo assusta, mas precisamos acompanhar essas mudanças para tomar decisões. O protagonismo que tanto falamos acontece justamente nas tomadas de decisões e, para isso, é preciso ter conhecimento”, afirmou.
Já a advogada tributarista Lucelia Alves ponderou que, apesar da importância da reforma tributária, o novo modelo ainda apresenta pontos que exigem maior debate e atenção jurídica. “Nem entrou em vigor e já temos alta demanda. Nas questões legais, ainda não temos um viés positivo e precisamos discutir mais esse assunto”, avaliou.
Durante o mês de maio, a Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje) promove discussões sobre carga tributária, consumo e os reflexos dos impostos no cotidiano da população e das empresas. Em Cuiabá, o CJE/ACCuiabá realiza diversas ações voltadas à conscientização tributária da população.
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